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Catadores e Catadoras são contratados para a coleta de materiais recicláveis na Virada Cultural, nos dias 23 e 24 de maio

A ação, que transforma a Virada Cultural em um grande movimento de valorização dos Catadores e Catadoras de materiais recicláveis, será em parceria com o Instituto Rede Cata Sampa, patrocínio da Loga e apoio da SP Regula e da Prefeitura de São Paulo

A Ancat realiza, durante a Virada Cultural de São Paulo, dias 23 e 24 de maio, a ação “Virada da Reciclagem”, uma grande operação de coleta seletiva, com a valorização dos Catadores e Catadoras de materiais recicláveis no Centro da Capital. A Central da Virada da Reciclagem estará instalada no Largo do Paissandu, reunindo trabalho, sustentabilidade, geração de renda e reconhecimento social, em uma das maiores maratonas culturais do mundo.

A iniciativa contará com a participação de 165 Catadores autônomos e em situação de rua, que atuarão na coleta das embalagens pós-consumo geradas durante a Virada Cultural nos entornos dos palcos do Anhangabaú, São João, República e Largo do Arouche. A expectativa é recolher mais de 4 toneladas de materiais recicláveis ao longo de 24 horas de trabalho ininterrupto (plásticos, alumínios, vidro e papelão).

“Assim como já realizamos em outros eventos de grande porte organizados pela Prefeitura de São Paulo, ações como essa não apenas retiram materiais recicláveis das ruas da cidade – elas vão muito além disso. Os Catadores são devidamente credenciados, recebem uniformes e são remunerados pelo trabalho realizado. Com isso, acreditamos estar unindo três pilares extremamente importantes: trabalho, dignidade e sustentabilidade”, concluiu João Manoel da Costa Neto, diretor-presidente da SP Regula.

Todo o material será triado por uma equipe formada por 60 Catadores das Cooperativas Casa do Catador, Cooperpoba, Grupo Luz Divina e pela histórica Coopamare. Após a separação, os recicláveis seguirão a Casa do Catador, garantindo posterior divisão dos resultados financeiros entre as quatro organizações participantes.

Além do impacto ambiental e da destinação correta dos resíduos, a ação também promove geração de renda e inclusão produtiva. Os Catadores e Catadoras autônomos e em situação de rua receberão diária de R$ 250 pela prestação do serviço, além de kit completo contendo camiseta, boné, capa de chuva, luvas e sacos de ráfia para coleta dos materiais. A estrutura também garantirá alimentação aos trabalhadores, com refeição e dois lanches durante a atividade.

Segundo Fabricio Cobra, secretário municipal das subprefeituras, o projeto une sustentabilidade e inclusão.

“O trabalho de reciclagem dos Catadores já é uma marca dos grandes eventos da Prefeitura de São Paulo. Esse projeto une sustentabilidade e inclusão social, garantindo a remuneração justa desses trabalhadores. Nesta edição da Virada Cultural, a central montada no Paissandu vai atender as diversas atrações do centro, integrando também a zeladoria da região”, destaca.

Segundo o presidente da Ancat, Roberto Rocha, a ação reforça o papel fundamental dos Catadores nos grandes eventos da cidade.

“A Virada Cultural é uma das maiores maratonas culturais do mundo e movimenta milhões de pessoas e gera toneladas de resíduos em apenas 24 horas. Essa iniciativa reforça o papel estratégico da prestação de serviço dos Catadores e Catadoras, dando destinação correta a esses resíduos na economia circular, gerando renda, com pagamentos pelos serviços prestados, e valorizando quem sustenta a reciclagem popular no Brasil. Também fazemos parte dessa grande construção coletiva. Somos responsáveis por transformar milhares de embalagens pós-consumo em impacto ambiental positivo, trabalho digno e inclusão social para milhares de famílias que vivem da reciclagem”, destacou.

Reconhecida como o maior festival a céu aberto do Brasil, a Virada Cultural reúne mais de 1.200 atrações gratuitas distribuídas em dezenas de espaços culturais e costuma receber cerca de 4,8 milhões de pessoas durante as 24 horas de programação.

Para Domênico Barreto Granata, diretor-presidente da Loga, “participar de eventos que fomentam a coleta seletiva é uma prática da Loga, e contribuir com uma das maiores manifestações culturais da cidade é dar continuidade a essa atuação, especialmente quando a iniciativa envolve inclusão social. Apoiar o evento é investir em sustentabilidade e ter a certeza da correta segregação dos materiais pelos Catadores”.

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