Belém/PA | Nova etapa de formação do Conexão Cidadã fortalece autonomia dos Catadores
O acesso à informação também é uma ferramenta de transformação na vida dos Catadores. Em Belém/PA, o Programa Conexão Cidadã, uma iniciativa da Ancat, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, avançou com a “Trilha de Formação dos Catadores”. A segunda etapa da iniciativa, realizada dia 8 de outubro, deu continuidade ao trabalho de fortalecimento profissional, ampliação de conhecimentos sobre a cadeia da reciclagem e geração de renda.
O sétimo encontro ocorreu no Instituto Saber, na avenida Tamandaré, com atividades voltadas à realidade da categoria e às possibilidades de inclusão produtiva.

Coordenado nacionalmente pela Ancat, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e o Governo Federal, o programa conta com apoio da Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Executiva de Inclusão Produtiva (SEINP). O trabalho inclui busca ativa, acolhimento, cadastramento e acompanhamento dos participantes, além de orientações sobre assistência social, saúde e segurança no trabalho.
Segundo Dandara Martins, técnica social do programa, o atendimento considera as necessidades individuais dos Catadores e prevê a entrega de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
“Entendemos, desde o cadastramento, qual é a realidade dessa pessoa, se é uma necessidade dentro da assistência ou na área da saúde. Para além disso, fazemos a entrega de Equipamento de Proteção Individual (EPI), tudo isso para auxiliar no dia a dia do trabalho desse profissional”, explicou. O acompanhamento tem duração de dois anos.

💡 FORMAÇÃO VOLTADA À GERAÇÃO DE RENDA
A nova etapa também busca transformar o conhecimento sobre reciclagem em alternativas concretas de trabalho e renda. Ao longo de dez encontros, com duração média de duas a três horas, a Trilha de Formação promove laboratórios de inovação voltados à criação de produtos a partir de materiais existentes, como peças de artesanato e ecojoias.
“Vivenciamos o momento agora da trilha pedagógica, que é mais direcionada para a questão de geração de renda, mas também para firmar com eles compromissos. Então, acontece durante dez encontros, geralmente de duas a três horas, que a gente chama de ‘laboratório de inovação’, que é, justamente, dar valor e criar a partir daquilo que já existe, e vai se transformar ou no artesanato ou numa Ecojoia. No Círio, por exemplo, eles estarão vendendo estes produtos ecológicos. Tudo isso, essa cadeia, é aprendido nestas palestras”, detalhou Dandara.

A programação prevê a comercialização dos produtos durante o Círio, uma das principais manifestações culturais e religiosas da capital paraense.
O impacto da iniciativa também aparece na experiência dos participantes. Aos 49 anos, o Catador Willian Cabral destaca a contribuição da formação à autoestima e ao reconhecimento de sua profissão. “O Conexão é muito útil a nossas vidas para nos ajudar e para nos fortalecer na nossa autoestima. É um programa companheiro que vem nos reabilitando, nos socializando”, afirmou.

O relato reforça a importância de iniciativas que combinam acolhimento, qualificação e oportunidades econômicas, com reconhecimento do papel dos Catadores na cadeia da reciclagem e fortalecimento de sua autonomia.