Ancat participa de Seminário Pró-Catadores na sede do Sebrae Nacional em Brasília
Na última terça-feira (dia 17), a Ancat marcou presença no Seminário Técnico Pró-Catadores, realizado na sede do Sebrae Nacional, em Brasília. Na oportunidade, o evento reuniu representantes de entidades do setor, lideranças do governo e instituições parceiras para discutir estratégias de fortalecimento da atuação dos catadores e catadoras de materiais recicláveis em todo o país.
“É preciso enfrentar a cobrança de impostos sobre materiais recicláveis, que penaliza diretamente os catadores e desvaloriza os serviços ambientais e sociais prestados por eles”, destacou Anderson Nassif, diretor de logística reversa da Ancat. Segundo ele, a cobrança de impostos sobre materiais recicláveis penaliza quem trabalha diretamente na geração de benefícios ambientais e sociais. “A gente precisa enfrentar isso, não é possível os trabalhadores como nós, catadores, seguirem arcando com esse peso. Esse tema carece de muita reflexão da nossa parte e é um assunto que não podemos deixar cair no esquecimento”, afirmou Nassif.
Nassif participou do painel “Impostos na Cadeia da Reciclagem”. Ao longo do dia, foram realizados debates sobre políticas públicas para os catadores, o papel dos municípios na gestão de resíduos, as oportunidades para as cooperativas em grandes eventos e os impactos da carga tributária na cadeia da reciclagem. Claudete Costa, presidente da Unicatadores – União Nacional dos Catadores, falou sobre a importância do encontro. “Não queremos ser somente ouvidos, mas fazer parte da discussão, da inclusão e sermos protagonistas da cadeia da reciclagem”.
Fábio Cidrin, diretor de relações institucionais da Ancat, participou do painel “Oportunidades em Grandes Eventos” e destacou que festas populares — como Carnaval, São João e a próxima COP 30 — são boas oportunidades para gerar trabalho e renda aos catadores. “Os grandes eventos abertos nas ruas das cidades atraem trabalhadores de várias regiões e geram volumes expressivos de resíduos. Isso abre uma enorme oportunidade de trabalho para os catadores”, afirmou Cidrin, que também reforçou sobre a importância da remuneração justa pela prestação de serviços dos catadores. “O serviço de coleta e triagem, feito pelos catadores e catadoras, precisa ser remunerado, da mesma maneira que as empresas recebem para prestar esse serviço”, lembrou Cidrin.
Daniele Tadeu, assessora de relações institucionais da Ancat, fez parte do painel com o tema Panorama da Reciclagem e das Organizações de Catadores e Catadoras no Brasil, no contexto da Economia Circular. “A gente sempre tem uma visão, através de estudos, de que os catadores estão à margem do sistema, quando na verdade, a Ancat traz a visão de que os catadores são o sistema de reciclagem.”, disse Tadeu, que também destacou sobre o papel fundamental do Atlas Brasileiro da Reciclagem, idealizado pela Ancat, que tem como objetivo mostrar a realidade dos catadores de materiais recicláveis, o estado atual e as tendências da reciclagem, que englobam os sistemas de coleta, as indústrias, o consumo e a análise geral deste setor no Brasil.
O Pró-Catadores está em execução em 17 estados, e tem como meta atingir todo o país ainda em 2025, com expectativa para atender diretamente, mais de 6 mil catadores e apoiar cerca de 330 cooperativas.
A iniciativa é coordenada pelo ministro Marcio Macêdo, da Secretaria Geral da Presidência da República, com participação do CIISC – Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadores e Catadoras.






