Ancat recebe reunião do Conselho Assessor da Fundación Avina no Brasil
A voz dos Catadores ocupou mais uma vez um espaço estratégico de diálogo sobre o futuro socioambiental do Brasil e da América Latina. A sede da Ancat (Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis), em São Paulo, recebeu na sexta, 21 de agosto, a reunião presencial do Conselho Assessor da Fundación Avina no Brasil.
O encontro marcou também o primeiro ano de atuação do Conselho, formado por lideranças com diferentes experiências na sociedade civil brasileira. O grupo se reuniu para avaliar oportunidades de impacto colaborativo no País, analisar o trabalho recente da Avina e contribuir com reflexões que deverão orientar os próximos passos da organização no Brasil e na América Latina.
CONSELHO COM DIFERENTES EXPERIÊNCIAS
O Conselho Assessor é composto por cinco integrantes. Embora cada participante tenha ligação com diferentes organizações e movimentos, a atuação no colegiado ocorre de forma individual e reúne diferentes perspectivas da sociedade civil.

Participaram do encontro:
- Ana Carolina Evangelista, do Instituto de Estudos da Religião (ISER);
- Fabíola Zerbini, da Conexsus – Instituto Conexões Sustentáveis;
- Nina da Hora, do Instituto Da Hora;
- Paula Pariz Lorenzoni, coordenadora programática da Fundación Avina;
- Reinaldo Pamponet Filho, da Itsnoon;
- Roberto Rocha, Catador de Material Reciclável, Presidente da Ancat e integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis;
- Telma Rocha, diretora programática da Fundación Avina e responsável pela estratégia da organização no Brasil.
ESCOLHA DA ANCAT TEM VALOR SIMBÓLICO
A realização da reunião na sede da Ancat reforçou uma relação construída ao longo de anos entre a Fundación Avina e o movimento dos Catadores. Segundo Telma Rocha, a Associação foi uma das primeiras referências consideradas para receber o encontro presencial em São Paulo, tanto pela parceria histórica quanto pela oportunidade de apresentar aos demais integrantes do Conselho um pouco mais sobre a atuação da entidade e a importância da organização dos Catadores no Brasil.
“Completar um ano com esse Conselho é motivo de muito orgulho. Reunimos lideranças que representam a diversidade de visões e a força da sociedade civil brasileira, e isso reafirma o compromisso da Fundación Avina em fazer do Brasil um eixo central da nossa estratégia para a América Latina.”
Na avaliação da diretora, a presença do nosso presidente Roberto Rocha no Conselho também possui um significado especial por assegurar a participação de um Catador em um espaço que debate estratégias de desenvolvimento, sustentabilidade e impacto social. A parceria da Avina com o movimento acompanha diferentes momentos da trajetória de organização e fortalecimento dos Catadores no País.
O QUE ESTÁ NO HORIZONTE DOS PRÓXIMOS ANOS
Entre os principais pontos da reunião esteve o futuro da atuação da Fundación Avina. A organização prepara um novo ciclo de planejamento, com início previsto para 2028, e tem ouvido parceiros e lideranças para identificar quais temas, estruturas, agendas e desafios deverão exigir maior atenção nos próximos dez anos.
Outra reflexão teve foco direto no Brasil e buscou identificar os chamados “pontos de luz” para 2027. O debate analisou oportunidades capazes de produzir avanços mesmo diante de cenários de adversidade e incerteza, além de iniciativas, processos e articulações que possam fortalecer a sociedade civil e gerar impacto positivo para as pessoas e para o planeta.
CATADORES PRESENTES NAS DECISÕES SOBRE O FUTURO
Roberto Rocha destacou que a relação com a Fundación Avina acompanha sua própria trajetória dentro do movimento e lembrou a importância da organização em diferentes etapas da luta dos Catadores.
“Nossa contribuição traz a perspectiva dos Catadores e Catadoras de materiais recicláveis, trabalhadores fundamentais para a preservação ambiental, para a economia circular e para o desenvolvimento sustentável. Precisamos estar nesses espaços, participar das decisões e defender também o reconhecimento e uma remuneração justa pelo trabalho prestado à sociedade.”