Brasília/DF | Ancat leva voz dos Catadores ao debate nacional sobre os 16 anos da Política de Resíduos Sólidos

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Brasília/DF | Ancat leva voz dos Catadores ao debate nacional sobre os 16 anos da Política de Resíduos Sólidos

A reciclagem brasileira não pode avançar sem reconhecer quem sustenta essa cadeia todos os dias. Com essa perspectiva, a Ancat (Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis) participou na última quinta, dia 20 de agosto, do seminário “Resíduos Sólidos: 16 anos da Política Nacional”, realizado pela ABREMA (Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente) em parceria com a Frente Parlamentar da Economia Verde, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília/DF.

Fomos representados pelo presidente Roberto Rocha e Luiz Henrique da Silva, líder da Unicatadores. Roberto, inclusive, integrou o encontro como um dos debatedores e apresentou as demandas de Catadores e Catadoras de diferentes regiões do País.

CATADORES NO CENTRO DO DEBATE

O seminário reuniu representantes e especialistas para analisar os avanços e os desafios após 16 anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), marco que estabeleceu responsabilidades para governos, empresas e sociedade na gestão dos resíduos no Brasil. A presença da Ancat reforçou um ponto essencial nesse balanço: qualquer debate sobre reciclagem, logística reversa e economia circular precisa garantir espaço efetivo aos trabalhadores que fazem a coleta e a recuperação dos materiais recicláveis.

INCLUSÃO PRECISA VIR COM RENDA E PARTICIPAÇÃO

Durante sua participação, Roberto Rocha destacou pautas que fazem parte da atuação cotidiana da Ancat, entre elas a inclusão socioprodutiva, a remuneração justa pelos serviços prestados, o cumprimento da responsabilidade compartilhada e a participação dos Catadores nas decisões e nos negócios da cadeia da reciclagem. Mais do que reconhecer a importância ambiental da categoria, a entidade defende mecanismos que transformem esse reconhecimento em trabalho digno, renda e oportunidades concretas.

AVANÇOS DA PNRS AINDA EXIGEM NOVOS PASSOS

A avaliação dos 16 anos da Política Nacional também abriu espaço para debater o que ainda precisa avançar. Ampliar a reciclagem no País passa pelo fortalecimento de Cooperativas, associações e trabalhadores autônomos, além da construção de políticas públicas e modelos de negócio que incluam os Catadores desde a elaboração das propostas até a execução e a divisão dos resultados econômicos gerados pelo setor.

“A VOZ DE QUEM ESTÁ NA BASE DA RECICLAGEM”

Roberto Rocha comenta:

“Levo para esse espaço a experiência construída diariamente pela Ancat e, principalmente, a voz de quem está na base da reciclagem brasileira. Falar sobre os avanços da Política Nacional de Resíduos Sólidos também exige debater o que ainda precisa mudar – inclusão socioprodutiva, remuneração justa, responsabilidade compartilhada e participação efetiva dos Catadores nas decisões e nos negócios que movimentam a cadeia da reciclagem. Agradeço ao convite dos organizadores e, juntos, vamos transformar essa realidade!”.

ASSISTA NA ÍNTEGRA (O PRESIDENTE ROBERTO FALA A PARTIR DE 1H29 DO VÍDEO)

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