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Catadores são remunerados pela prestação de serviço na Virada Cultural 2026 e geram mais renda com a venda de 4,6 toneladas de material reciclável

A Ancat realizou, nos dias 23 e 24 de maio (sábado e domingo), a “Virada da Reciclagem 2026”, uma grande operação de coleta, separação, pesagem e destinação correta de materiais recicláveis durante a Virada Cultural, em São Paulo. A ação contou com patrocínio da Loga São Paulo e apoio da SP Regula e da Prefeitura de São Paulo, consolidando um modelo de logística reversa que une sustentabilidade, geração de renda e valorização dos Catadores e Catadoras.

Os números não mentem: foram mais de 4,6 toneladas de material recuperado por 187 Catadores ao longo dos dois dias, sendo: 

♻️ 2,24 mil kg de plástico;
🍾 861,74 kg de vidro;
🥫 853,60 kg de alumínio;
📄 645,90 kg de papel.

Durante os dois dias de evento, milhares de embalagens plásticas, garrafas de vidro, papelão, alumínio e outros materiais recicláveis deixaram de ser descartados de forma inadequada e passaram a ter um novo caminho: o retorno à cadeia produtiva. Mais do que uma ação ambiental, a “Virada da Reciclagem” mostrou, na prática, que grandes eventos públicos podem e devem incorporar a reciclagem como parte da sua estrutura, reconhecendo quem faz esse trabalho acontecer todos os dias nas ruas, cooperativas e territórios.

A participação da população de Catadores em situação de rua foi essencial para o sucesso da ação. Cada um teve acesso a um kit completo contendo camiseta, boné, capa de chuva, luvas e sacos de ráfia para coleta dos materiais. Distribuímos lanches e água ao longo do dia para reabastecer as energias e teve almoço e jantar para TODOS que trabalharam nos dias da Virada.

ESTRUTURA, RENDA E ORGANIZAÇÃO

A operação reuniu mais de 180 Catadores e Catadoras autônomos, remunerados por dia de trabalho, com pagamento de até R$ 250 por dia. Para garantir apoio, organização e segurança durante a ação, a Ancat estruturou um ponto de concentração no Largo do Paissandu, com trailer, tenda de apoio, equipe de pesagem, separação dos materiais e logística de retirada por caminhões conforme o acúmulo dos recicláveis. O trabalho aconteceu em escala, acompanhando o ritmo intenso dos shows, circulação do público e produção de resíduos ao longo da programação.

E sabe o melhor? Tivemos Catadores e Catadoras que superaram com folga as metas iniciais e chegaram a faturar até R$ 400 cada um durante a ação. Um resultado que enche a todos nós de orgulho e reforça a força da reciclagem com inclusão, renda e protagonismo social.

Nosso presidente Roberto Rocha destaca que a iniciativa mostra a força da categoria quando há estrutura, respeito e oportunidade.

“A Virada da Reciclagem foi histórica porque colocou os Catadores no centro da solução. Cada embalagem recolhida representa menos impacto ambiental e mais renda para quem vive da reciclagem. A Ancat não fica com nenhum valor do material arrecadado. Tudo será destinado às Cooperativas, porque esse resultado pertence aos Catadores e Catadoras”.

COOPERATIVAS BENEFICIADAS

Todo o lucro gerado com os materiais recolhidos será dividido igualmente entre três cooperativas: Coopamare, Coperpoba e Casa do Catador. Cada uma receberá um terço do valor obtido a partir da comercialização dos recicláveis coletados pelos Catadores autônomos durante a ação. A decisão reforça o compromisso da Ancat com a transparência, a valorização das bases e o fortalecimento das organizações que fazem a reciclagem acontecer na prática.

Representando a Coopamare, Dudu Catador ressaltou que o valor recebido terá impacto direto no fortalecimento do trabalho coletivo:

“Esse recurso que será repassado à nossa Cooperativa é muito importante, porque ajuda a manter a estrutura, apoiar os trabalhadores e mostrar que a reciclagem tem valor. Quando o Catador é respeitado e remunerado, todo mundo ganha: a cidade, o meio ambiente e as famílias que dependem desse trabalho”.

ECONOMIA CIRCULAR NA PRÁTICA

Para Fernanda Carvalho, representante da “Casa do Catador”, a Virada da Reciclagem mostrou que a economia circular não pode ficar apenas no discurso:

“Nós vimos, nesses dois dias, que é possível organizar um grande evento com responsabilidade ambiental e participação real dos Catadores. O valor que será dividido entre as Cooperativas fortalece quem está na ponta e prova que o material reciclável, quando separado corretamente, vira trabalho, renda e dignidade”.

Tequinho, representante da Coperpoba, destacou o esforço coletivo das equipes que atuaram sem parar durante a ação.

“Teve gente trabalhando dia e noite, com muita dedicação, para garantir que o material fosse recolhido, separado e pesado do jeito certo. Esse resultado é fruto da união de muita gente. Receber uma parte desse valor é importante, mas o maior ganho é ver os Catadores reconhecidos como protagonistas”.

AGRADECIMENTO ÀS EQUIPES

A Ancat também agradece a todos os profissionais envolvidos na “Virada da Reciclagem 2026”: Catadores e Catadoras autônomos, equipes das Cooperativas, Motoristas, trabalhadores da pesagem, organização, logística e comunicação. Um agradecimento especial à Lili, que esteve presente de forma incansável durante toda a operação, e à equipe técnica, responsável pelo apoio em tempo real em cada etapa. A ação deixa um recado forte para o Brasil: não existe sustentabilidade sem Catador, e todo grande evento pode se tornar uma oportunidade concreta de inclusão, renda e cuidado com o planeta.

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