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Brasília/DF | Programa Conexão Cidadã capacita diretoria reeleita da Associação do Cerrado

O Programa Conexão Cidadã Brasília, uma iniciativa da Ancat, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, realizou na última terça (19) uma oficina de capacitação voltada à diretoria e ao conselho fiscal recém-reeleitos da Associação de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis do Cerrado, no Distrito Federal. O encontro marcou o início do novo mandato da entidade e teve como foco alinhar a gestão técnica às principais demandas apresentadas pelos associados para os próximos anos.

A atividade teve como principal objetivo orientar as lideranças sobre a aplicação prática do Estatuto Social da associação, reforçando a importância da transparência, do cumprimento dos direitos e deveres dos associados e da condução organizada dos processos internos. Durante a oficina, também foram debatidos temas ligados ao planejamento estratégico e financeiro, incluindo o levantamento de custos necessários para garantir a sustentabilidade da entidade e ampliar a inclusão de Catadores e Catadoras autônomos que ainda atuam na informalidade no Distrito Federal.

“O Conexão vem acompanhando os Catadores autônomos já formalizados na associação, apoiando a estruturação organizacional e contribuindo para a construção de um modelo mais eficaz de geração de renda, autonomia e fortalecimento dos Catadores e Catadoras”, destacou Leide Laura de Sousa Martins, técnica social do programa.

A oficina ainda serviu como espaço de escuta e construção coletiva, fortalecendo o diálogo entre a diretoria reeleita e os trabalhadores que fazem parte da associação.

🌱 TERRITÓRIO DE RESISTÊNCIA E DIGNIDADE

Mais do que um bioma, o Cerrado se consolida, para esses trabalhadores, como um território de vida, resistência e transformação social. A criação da Associação do Cerrado surgiu em meio aos conflitos territoriais registrados em 2023 e passou a simbolizar a união coletiva de Catadores e Catadoras que historicamente enfrentaram a informalidade e a vulnerabilidade social.

A conquista dos galpões no SAAN e a construção da Vila do Catador representam avanços concretos na luta por moradia, trabalho digno e reconhecimento profissional. Nesse cenário, os trabalhadores reforçam seu papel como protagonistas da sustentabilidade popular, mostrando que preservar o meio ambiente também passa pela valorização de quem transforma resíduos em renda, cidadania e futuro.

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