Ancat participa do Festival Pacto das Pretas 2026 e reforça a diversidade da categoria e seu impacto socioeconômico
A Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Reciclávei (Ancat) marcou presença no Festival Pacto das Pretas 2026, que celebrou sua 5ª edição em julho deste ano. O evento reiniu empresas, investidores, sociedade civil e poder público em torno da promoção da equidade racial no Brasil, conectando soluções estratégicas que transformam diversidade em impacto social e valor econômico.

Convidada pela Fundação Banco do Brasil e representando a Ancat, Daniele Tadeu de Oliveira, assessora de relações institucionais, esteve presente na sexta, dia 24 de julho, na edição São Paulo, e participou das discussões destacando o protagonismo dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis na construção da reciclagem popular e da economia circular. Daniele ressaltou que não é possível discutir reciclagem popular sem considerar as questões de raça e gênero.

É fundamental reconhecer e valorizar as lideranças negras que, ao longo da história, vêm construindo uma trajetória de resistência, organização e transformação social dentro da categoria. Ela também enfatizou a importância de projetos voltados à inclusão, à capacitação e ao fortalecimento dos Catadores, destacando que um dos maiores patrimônios da categoria é sua própria capacidade de organização e apoio mútuo, além da necessidade de ampliação e visibilidade de todos os segmentos da categoria, incluindo Catadores autônomos, trabalhadores em situação de rua e aqueles organizados em associações e cooperativas.

Nossa assessora Daniele destaca:
“Ao centralizar a questão racial no debate econômico, o festival reforça a importância da diversidade e da inclusão como pilares para a construção de uma sociedade mais justa e o fortalecimento de iniciativas de desenvolvimento sustentável, e os Catadores estão inseridos nesse cenário. Cuidar da reciclagem popular é fazer um pacto com as pretas”.

A Ancat, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, promove a conscientização de que fortalecer a economia circular vai muito além da gestão adequada dos resíduos. Considerando o fato de grande parte dos trabalhadores ser composta por pessoas negras e mulheres, historicamente afetadas por desigualdades sociais e econômicas. Ao incentivar inclusão e o reconhecimento, a iniciativa contribui para uma cadeia da reciclagem mais justa, sustentável e capaz de transformar vidas, territórios e fortalecer a cidadania.


